O Palmeiras fez sua estreia no Mundial de Clubes neste domingo, 15/6, enfrentando o Porto, em Nova Jersey, no MetLife Stadium. Com sua torcida cantando do início ao fim — mesmo em um estádio que não estava lotado (foram 46.225 presentes em um palco com capacidade para 82.500) — o Verdão foi bem superior. Apesar de o goleiro Weverton ter feito pelo menos cinco ótimas defesas, o Palmeiras dominou as ações, com 57% de posse de bola, 16 finalizações contra 11 dos rivais. E chances claríssimas de gol. Mesmo assim, o placar não saiu do 0 a 0.
Com isso, o Grupo A desta Copa do Mundo de Clubes da FIFA termina a primeira rodada completamente embolado. Afinal, o outro jogo da chave, entre Inter Miami e Al Ahly, também terminou empatado sem gols.
No primeiro tempo, Palmeiras melhor
Palmeiras e Porto entraram com a mesma formação (3-4-3) e sem medo de buscar o ataque. Mas foi nítido o maior domínio brasileiro. O Verdão começou com marcação alta e pressionando o Porto a realizar passes curtos próximos de sua área defensiva. Foi assim que Estêvão ficou de frente para o gol e chutou para fora, com a bola raspando a trave direita de Cláudio Ramos. O Verdão chegava com facilidade à área adversária, mas encontrava dificuldades para finalizar com clareza. Já o Porto atacava mais no improviso. Ainda assim, quase marcou com João Mário — Weverton defendeu bem.
Após os 15 minutos, o Porto começou a se encontrar na partida. Mora chutou com perigo, rente à trave direita do goleiro palmeirense. Pouco depois, em uma bola levantada na área, Felipe Anderson cabeceou para trás com força e obrigou Weverton a fazer uma boa defesa para evitar o gol contra. Apesar da reação dos portugueses, o Palmeiras continuava mais objetivo. Estêvão, em lançamento de Giay, somente não marcou ao invadir a área porque Marcano conseguiu o corte preciso no último instante, mandando para escanteio.
Como essa bola não entrou, Verdão?
Mas foi aos 46 minutos que aconteceu o lance mais incrível da primeira etapa. Após uma blitz impressionante do Palmeiras, a bola sobrou para Estêvão, que finalizou com força e exigiu uma grande defesa parcial de Cláudio Ramos. No rebote, Mauricio Lemos soltou uma bomba à queima-roupa, e o goleiro do Porto operou um novo milagre. Ainda houve uma terceira sobra: Richard Ríos bateu firme, superou Cláudio Ramos, mas Francisco Moura salvou em cima da linha. Foi um verdadeiro milagre o Palmeiras não ir para o intervalo em vantagem.
Palmeiras melhor, mas a bola não entra
Na etapa final, com apenas dois minutos, Fábio Vieira obrigou Weverton a mais uma boa defesa. O Porto, no entanto, mostrava que seu ponto forte era o jogo aéreo, onde levava vantagem. Quase marcou em uma cabeçada de Zé Pedro, que apareceu livre após escanteio — e com Weverton já batido. Fica a pergunta: onde estava Aníbal Moreno naquele lance?
Depois dos 25 minutos, como já havia ocorrido no primeiro tempo, o Palmeiras voltou a se impor fisicamente e tecnicamente. Mesmo com todas as alterações feitas por ambos os times, o Verdão seguiu melhor em campo. Aos 38, Murilo acertou a trave portuguesa com uma bela cabeçada.
O Palmeiras pressionou até o apito final, saiu com um empate em 0 a 0, mas com a certeza de que foi muito superior ao adversário em campo.
Próximos jogos
A segunda rodada do Grupo A rolará na quinta-feira. Mais uma vez no Metflife Stadium, o Palmeiras recebe o Al Ahly. O Porto, por sua vez, enfrenta o Inter Miami, em Atlanta.
Do Portal Terra
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